Justiça mantém condenação a jornalista acusado de danos morais

Em decisão na 35ª Vara Cível do Rio, publicada nesta quinta-feira (28), a Justiça manteve a sentença que condena o jornalista Paulo Henrique Amorim a indenizar o diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Ainda cabe recurso da decisão.

Em 2010, em seu blog, Amorim acusou Kamel de prática de racismo no livro “Não Somos Racistas”, de autoria do diretor da Globo.
Em um dos trechos de sua crítica no blog, Amorim escreveu frases como: “Racista é o Ali Kamel”.
No mesmo ano, Kamel moveu uma ação pedindo indenização por danos morais contra Paulo Henrique Amorim.

Em 2011, o jornalista, atualmente na Record, perdeu a ação em primeira instância e foi condenado a pagar R$ 30 mil a Kamel. Após pedir análise de mérito, Amorim voltou a perder. No entanto, a Justiça aumentou o valor da indenização, agora fixada em R$ 50 mil.
Além desse montante, o jornalista também foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios.
Procurado, Ali Kamel não comentou o assunto.
Paulo Henrique Amorim não retornou às ligações até a conclusão deste post.

https://outrocanal.blogfolha.uol.com.br/2013/02/28/paulo-henrique-amorim-e-condenado-a-pagar-r-50-mil-a-ali-kamel-em-processo-por-danos-morais/#.US-sLYNRHgg.twitter

Traição

A traição sempre foi considerada por muitos o pior ato que um ser humano pode cometer. Tanto que até pouco tempo atrás no Brasil, a traição conjugal era crime. Na época do novo testamento, adúlteras eram apedrejadas, mas apesar de tudo sempre houve o lado machista onde a pena para os homens adúlteros era mais branda ou nula.

E não devemos nos conter só no lado conjugal, a traição no mundo sempre foi vista como um dos atos mais graves e covardes em qualquer contexto.

Na maioria dos países, trair a pátria é um crime capital, cujo infrator é executado ou condenado à prisão perpétua. E o fator traição é tão agravante no julgamento que, se por exemplo, um espião estrangeiro for descoberto e preso na Inglaterra, ele pode receber uma pena de 14 anos de prisão, enquanto que se for um inglês espionando a Inglaterra para um país estrangeiro, ele provavelmente receberá prisão perpétua, pois além de espião ele é julgado traidor.

A traição também está presente como covardia e monstruosidade na maioria das mitologias de todas as civilizações, inclusive na mitologia cristã, com Judas Iscariotes, por exemplo.

Mas ela também esteve presente moldando nossa história.

No Brasil, o mais conhecido caso de traição é o de Silvério dos Reis, português, que, para quitar suas dívidas com a coroa, entregou Tiradentes e todos os planos da inconfidência mineira. Tiradentes fora enforcado e esquartejado.

Nos Estados Unidos, Aldrich Ames, espião da CIA, se vendeu para a KGB e passou 15 anos vendendo informações e entregando nomes de informantes. Foi condenado à prisão perpétua.

E finalmente, na antiguidade, apesar de ainda ser um mistério sobre sua veracidade histórica, a lendária guerra de Tróia, contada por Homero, teve seu início devido à uma traição conjugal. Helena, esposa do Grego Menelau, o trai com Páris, um príncipe troiano, e vai com ele secretamente para Tróia. Menelau reúne então todos os exércitos de todos os reis Gregos e parte com seus navios para guerrear durante 10 anos até que, finalmente, derruba Tróia.